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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Padrão Queiroz’ de saques

Equipe BR Político

Dados das movimentações bancárias suspeitas de Fabrício Queiroz em 2016 sob análise do Ministério Público, no Rio de Janeiro, mostram um padrão de operações em dinheiro em espécie que enfraquece a defesa do ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro – senador eleito pelo PSL – e reforça os indícios de que sua conta foi usada como “conta de passagem”, tradicional mecanismo de lavagem de dinheiro, em que valores obtidos de forma ilícita são transitados por contas de um ou mais laranjas para dissimular a origem e o destino do recurso, conferindo a ele aparência legal, informa o Estadão.

A análise dos depósitos e saques na boca do caixa feitos por Queiroz em 2016, registrados em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), indica um padrão de operação ao longo do ano: regularidade de valores, alternância de agências e de datas, fracionamento de quantias. Em média, Queiroz retirou R$ 26 mil por mês em dinheiro vivo de sua conta em 2016. O ex-assessor de Flávio, depois de adiar ao máximo seu depoimento, afirmou no final de fevereiro ao Ministério Público que recolhia percentual dos salários dos assessores contratos pelo gabinete na Alerj para gerar recursos para novas contratações informais – engenharia financeira que assumiu ter montado à revelia do ex-chefe.

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