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por Marcelo de Moraes

Paes: ‘Decidirei com a ciência, não dá para ser autoritário’

Mario Vitor Rodrigues

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“Decidirei com a ciência, não dá para ser autoritário”, afirmou o candidato à prefeitura do Rio, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), durante entrevista concedida ao BRPolítico, na segunda-feira, 26. A pergunta se referia às aglomerações que se tornaram habituais na noite carioca, em especial no bairro do Leblon. Foi uma maneira de não se indispor publicamente com o presidente Jair Bolsonaro e sua política negacionista de enfrentamento da pandemia.

O ex-prefeito Eduardo Paes. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Paes se esquivou mais de uma vez, sempre quando confrontado com posicionamentos do presidente, mas não poupou críticas ao atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos): “Estive com ele em 2014 (nota: em carreata de Dilma Rousseff, no ano de 2014, ao lado de Lula, da própria Dilma e também do ex-governador Sérgio Cabral), mas eu não podia imaginar que ele viria a ser prefeito, muito menos um prefeito tão ruim”.

E foi além, quando questionado sobre o legado olímpico para a cidade: “Não é só o legado, nada funciona mais no Rio. Os BRTs estão destruídos”.

Talvez na única bola dividida que o candidato tenha aceitado entrar, uma possível volta do mundial de Fórmula 1 no Rio, o tom jocoso dividiu espaço com a revelação de um acordo que resultou em aliança: “Se eu for prefeito, espero ser, vou brigar com o Doria e o Bruno (Covas, prefeito de São Paulo) para trazer a F1, mas não será no Camboatá. Fiz uma acordo com o PV, eles me pediram e não vai ser lá. Está muito enrolado, conheço essas coisas. Tem outras opções”.