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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Paes e o desarme da ‘bomba’ velha política

Mario Vitor Rodrigues

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Foi na esteira do bolsonarismo que Wilson Witzel (PSC) atropelou na reta final da eleição para governador, há 2 anos, batendo Eduardo Paes (DEM). Para além desse fator, contudo, Paes tropeçou em outro obstáculo: a demonização da política. Mais do que isso, o selo de representante da “velha política”.

Cabral, Lula e Paes durante campanha da então candidata à Presidência, Dilma Rousseff, em 2010, no Rio Foto: MARCOS DE PAULA/ESTADÃO

Fez barulho, às vésperas do último pleito, uma foto tirada em outubro de 2010, durante carreata na Zona Oeste do Rio, em que aparecem, unidos e de braços erguidos, os ex-senadores Lindbergh Farias (PT) e Marcelo Crivella (então no PRB, hoje no Republicanos e prefeito da cidade), o ex-governador Sérgio Cabral (preso), os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff (candidata pelo PT à Presidência), além do próprio Eduardo Paes, quando ainda integrava o PMDB e comandava a prefeitura.

Pois a campanha de não parece assustada com velhos fantasmas.

Pelo contrário, ao invés de tentar contextualizar, tampouco de esconder momentos amplamente divulgados na imprensa, o discurso interno é de que, se eleito, Paes continuará “construindo pontes” pelo bem da cidade.

A ver se o discurso funcionará eleitoralmente.

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