Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Países podem doar para OMS vacinas negociadas em excesso

Alexandra Martins

A infectologista Denise Garrett, vice-diretora do Sabin Vaccine Institute, afirmou na noite de segunda, 14, que vários países desenvolvidos que negociam lotes bastante superiores de vacina contra o novo coronavírus ao número de seus habitantes devem doar unidades para o projeto da OMS Covax Facility, uma ação global que pretende garantir acesso rápido, justo e igualitário às vacinas da covid-19. O Canadá, por exemplo, tem encomenda de imunizantes para aplicar cinco vezes em sua população.

Garrett disse que vários países têm amplificado seus portfolios de vacina “para não colocar todos os ovos numa cesta só”. A pesquisadora lembrou de fabricantes que tiveram pesquisas interrompidas na fase 3, o que é comum, como a Sanofi e AstraZeneca, por alguma adversidade apresentada no caminho. “É muito sábio você ter vários acordos e várias vacinas”, afirmou. “O que eu sei é que esses países vão doar essas vacinas para o consórcio Covax da OMS”, respondeu, reforçando que não haverá vacina suficiente para toda a população global num primeiro momento.

Estimativas da coalizão People’s Vaccine Alliance (Aliança da Vacina do Povo) indicam que países de alta renda compraram doses o suficiente para vacinar suas populações inteiras três vezes, se todas as vacinas forem de fato aprovadas para uso.

 

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