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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pandemia deixa maioria dos trabalhadores sem renda em maio

Equipe BR Político

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passou a medir os impactos da crise da covid-19 na vida dos brasileiros. Os dados divulgados na última quarta-feira, 24, mostram que por conta do isolamento social, 9,7 milhões de trabalhadores ficaram sem remuneração em maio. Isso corresponde a 51,3% das pessoas que estavam afastadas de seus trabalhos e a 11,7% da população ocupada do País, que totalizava 84,4 milhões, revela a Pnad covid-19.

Pessoas na fila do lado de fora do Mercadão de Madureira, no Rio de Janeiro

Pessoas na fila do lado de fora do Mercadão de Madureira, no Rio de Janeiro Foto: Pilar Olivares/Reuters

De acordo com o levantamento, trabalhadores domésticos sem carteira assinada foram os mais afetados pela crise. Eles representam a maior fatia de pessoas afastadas devido à pandemia (33,6%), seguidos pelos empregados do setor público sem carteira (29,8%) e pelos empregados do setor privado sem carteira (22,9%). Já entre os trabalhadores domésticos com carteira, o porcentual de afastados foi de 16,6%.

A pesquisa revelou ainda que 19 milhões de pessoas, o equivalente a 22,5%, estavam afastadas do trabalho, sendo que 15,7 milhões (ou 18,6%) estavam afastadas devido ao distanciamento social. Do total de ocupados, 65,4 milhões não estavam afastados, o equivalente a 77,5% dos ocupados.

Caiu, no entanto, o rendimento efetivo dos trabalhadores não afastados, ficando cerca de 18% menor do que o habitualmente recebido. O rendimento habitual de todos os trabalhos no País ficou, em média, em R$ 2.320 e o efetivo em R$ 1.899.

Auxílio do governo

Segundo a pesquisa, 38,7% dos domicílios brasileiros receberam algum auxílio relacionado à pandemia. O valor médio recebido foi de R$ 847 reais. Entre os benefícios, estão o Auxílio Emergencial e a complementação do Governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.