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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pandemia fará com que reformas sejam discutidas ‘em outro patamar’, diz Maia

Equipe BR Político

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prevê que, com o endividamento público aumentando por causa da pandemia do novo coronavírus, reformas podem precisar ser ainda maiores. Para Maia, que discutiu o assunto em live do Santander na manhã desta quinta-feira, 7, devido às medidas para combater a crise do novo coronavírus, reformas como a administrativa e a tributária terão de ser discutidas “em outro patamar” no segundo semestre.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

“Para controlar uma relação dívida/PIB maior, o remédio talvez tenha que ser maior, também”, disse, principalmente sobre as despesas com salários de novos servidores públicos. O deputado afirmou que a contrapartida exigida aos Estados e municípios para a liberação da verba de socorro aprovada na Câmara nesta semana não trará economia em um momento de queda de arrecadação. O presidente da Casa ainda afirmou que a Câmara decidiu “não entrar em atrito com o Senado” sobre a inclusão de professores entre as categorias imunes ao congelamento.

Centrão no governo

Maia disse considerar positivas as recentes “boas relações” do governo federal com partidos do centrão. Segundo ele, parlamentares do bloco votaram em acordo com o Planalto na matéria. “Organizar essa base de forma transparente, aberta, acho que ajuda o governo. O governo estava sem partido para pedir verificação de votação nas matérias de interesse do governo”, comentou Maia. 

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro tem cumprido sua promessa e entregado cargos de importância a indicados dos partidos em troca de apoio no Congresso. “Formar uma base é importante com partidos que têm influência e experiência no Congresso”, disse Maia, que afirmou não crer que os partidos que aderiram à base do governo, como o Progressistas, vão “mudar a sua agenda”.