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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pandemia leva Embraer a demitir 900 funcionários

Equipe BR Político

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A Embraer anunciou a demissão de 900 funcionários em operações no Brasil, o equivalente a 4,5% do quadro total. Em comunicado emitido nesta quinta-feira, 3, a fabricante de aviões justifica que a medida é necessária por conta dos impactos causados pela pandemia da covid-19 e pelo cancelamento da parceria com a Boeing. “O objetivo é assegurar a sustentabilidade da empresa e sua capacidade de engenharia”, argumenta o texto.

Foto: Roosevelt Cassio/ Reuters

Antes de chegar ao ponto de dispensar os 900 funcionários, a empresa afirmou que adotou uma série de medidas para preservar empregos, como férias coletivas, redução de jornada, lay-off (suspensão de contratos), licença remunerada e três planos de demissão voluntária (PDV), que tiveram adesão de 1,6 mil funcionários. Além de ter reduzido o trabalho presencial nas plantas industriais.

Segundo a Embratur, a crise do novo coronavírus afetou principalmente as operações na aviação comercial – alvo do fracassado acordo com a norte-americana Boeing. No primeiro semestre de 2020, as entregas de aviões apresentaram queda de 75% em relação ao mesmo período do ano passado, aponta.

Segundo levantamento da Anac, divulgado ontem, no segundo trimestre desse ano, no auge das medidas de isolamento social, a tarifa média doméstica teve a maior redução registrada para o período desde 2009. O valor foi de R$ 294,92, equivalente a -34,3% em comparação com o mesmo período de 2019, quando a média praticada foi de R$ 448,65.

“Além disso, a situação se agravou com a duplicação de estruturas para atender a separação da aviação comercial, em preparação à parceria não concretizada por iniciativa da Boeing, e pela falta de expectativa de recuperação do setor de transporte aéreo no curto e médio prazo”, admite o comunicado da Embraer.

 

 

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