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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pandemia não deve impactar em divisão do fundo eleitoral entre candidatos

Cassia Miranda

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve liberar nas próximas semanas os valores que poderão ser utilizados nas campanhas para vereador e prefeito nas eleições municipais deste ano. A corte aguarda apenas a liberação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de julho para atualizar os valores já fixados no pleito de 2016.

Primeiro turno do pleito está marcado para 15 de novembro. Foto: Daniel Ramalho/AFP

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prevê a divulgação do índice na próxima sexta-feira, 7.

Na avaliação da cientista política Lara Mesquita, do Centro de Política e Economia do Setor Público (Cepesp-FGV), apesar de não termos parâmetros comparativos de eleição em meio a uma crise sanitária como a provocada pelo novo coronavírus, a pesquisadora acredita que a pandemia não deve impactar na estratégia dos partidos de distribuição dos recursos do fundo eleitoral.

“Usualmente você aloca recursos onde acredita ser mais estratégico”, aponta. E segue: “Mas não consigo relacionar isso à pandemia necessariamente”, diz.

Lara avalia ainda que uma tendência que pode ocorrer é a dificuldade de arrecadar fundos a partir de doação de pessoas físicas por conta da crise causada pela covid-19. Isso pode prejudicar os postulantes que não receberem recursos das siglas.

“Os candidatos terão maior dificuldade na arrecadação com pessoas físicas por conta da crise econômica. Isso pode afetar as doações”, indica.

Lara aponta que o isolamento social pode até deixar as campanhas mais baratas, mas o dinheiro ainda será um fator importante.