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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Panos quentes de Heleno sobre o ‘chega pra lá’ em Moro

Equipe BR Político

O general Augusto Heleno recorreu ao Twitter nesta tarde de quinta, 23, na tentativa de baixar a temperatura do impacto político gerado com a pressão de secretários estaduais de Segurança bem recebida pelo presidente Jair Bolsonaro de tirar o Ministério da Segurança do guarda-chuva do ministro Sérgio Moro.

Segundo o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, “em nenhum momento, o presidente disse apoiar tal iniciativa”, escreveu ele no microblog. O chefe do general, no entanto, nunca escondeu ser defensor da ideia. Caso Bolsonaro acate a demanda, Moro perderia o comando da Polícia Federal, do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os três órgãos mais importantes da sua pasta.

General Augusto Heleno e o presidente, Jair Bolsonaro

General Augusto Heleno e o presidente, Jair Bolsonaro Foto: Adriano Machado/Reuters

Antes da reação de Heleno, Bolsonaro voltara a falar sobre o assunto. “É comum (o governo) receber demanda de toda a sociedade. E ontem os secretários pediram para mim a possibilidade de recriar o Ministério da Segurança. Isso é estudado. É estudado com o Moro… Lógico que o Moro deve ser contra, mas é estudado com os demais ministros (…) Se for criado, aí o Moro fica na Justiça. É o que era inicialmente. Tanto é que, quando ele foi convidado, não existia ainda essa modulação de fundir (a Justiça) com o Ministério da Segurança”, disse.

O general choveu no molhado ao dizer que a última palavra é do “CAPITÃO DO TIME”, deixando margem para a viabilidade da medida, “mesmo que isso contrarie alguns de seus assessores ou eleitores”. “O que alguns não entendem é que o Presidente é o CAPITĀO DO TIME, ele escalou seus 22 ministros. As decisões são tomadas, ouvindo os ministros, mas cabe a ele, como Comandante, dar a palavra final, mesmo que isso contrarie alguns dos seus assessores ou eleitores”, acrescentou.