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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Papa Francisco: o novo desafeto de Bolsonaro

Gustavo Zucchi

Jair Bolsonaro parece que tem um novo desafeto internacional. Assim como foi com o presidente francês, Emmanuel Macron, que foi alvo de críticas do exército bolsonarista após chamar a Amazônia de “nossa”, agora chegou a vez do papa Francisco. O presidente não chegou tão longe quanto seus seguidores nas redes sociais de classificar o sumo pontífice como “comunista”, mas ele e seus ministros já criticam abertamente a conduta de Francisco. No gabinete presidencial, a crítica é devido à fala do papa classificando a Amazônia como “patrimônio mundial” e dizendo que a floresta é “nossa” em referência internacional. Na live de quinta-feira, Bolsonaro respondeu ao papa dizendo que a região pertence ao Brasil e só cabe aos brasileiros decidir como ela será cuidada.

Claro que o encontro de Francisco com o ex-presidente Lula não contribuiu para a relação. Insuflados pelo “guru”, olavistas de todos os tipos, incluindo alguns com mandato, reprovaram a decisão do papa de se reunir com o petista. A lista de “críticos” ao papa inclui, por exemplo, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Heleno, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que gravou um vídeo em espanhol para reprovar a conduta papal.

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