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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para aliados de Toffoli, Fux quer ‘antecipar sucessão’

Vera Magalhães

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O ministro Luiz Fux não deu sequer um telefonema para o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, para alertá-lo de que pretendia cassar sua decisão quanto à implantação do juiz de garantias. Isso azedou ainda mais o clima entre o presidente e o vice da corte. Para aliados de Toffoli, Fux força a barra para antecipar a sucessão no comando do Supremo, que só acontece em setembro.

A expectativa é que a quase totalidade dos ministros do STF acate a criação do juiz de garantias quando o caso chegar ao plenário, mas existe um temor de que Fux, que é o relator da matéria, a segure indefinidamente em seu gabinete, agravando o estresse entre ele e Toffoli e entre o STF e o Congresso, que reagiu muito mal à canetada do vice-presidente.

A medida adotada pelo vice levou a que até ministros que já tiveram atritos recentes com Toffoli por questões semelhantes saíssem em sua defesa. Marco Aurélio Mello, que teve uma liminar cassada pelo presidente justamente num recesso, classificou a decisão de Fux como “censura” do vice ao presidente da corte, e afirmou que ela desgasta barbaramente o STF.