por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Amoêdo, tuíte encobre caso Queiroz

Equipe BR Político

Crítico do “péssimo começo” do governo Bolsonaro, o ex-presidenciável João Amoêdo, presidente do Novo, também reagiu ao ataque do presidente da República a repórter do Estadão. “O tweet do presidente Bolsonaro sobre a jornalista do Estadão tenta deixar de lado o que importa: o esclarecimento dele e do senador Flávio sobre o caso Queiroz”, escreveu.

Ex-assessor de Flávio na Alerj, Fabrício Queiroz é investigado depois de o Coaf apontar movimentações financeiras “atípicas” em suas contas. Ao Ministério Público, Queiroz alegou que recolhia os salários dos colegas e os distribuía a um número maior de assessores, para ampliar a rede de colaboradores do filho mais velho do presidente. O órgão suspeita que o ex-assessor de Flávio recolhia o dinheiro para si próprio ou para entregar ao chefe, Flávio. Foi Queiroz quem apresentou a Flávio o ex-capitão do Bope Adriano Nóbrega, réu, hoje foragido e apontado como chefe da quadrilha de milicianos Escritório do Crime, informa a revista piauí deste mês. Além de receber homenagens de Flávio na Alerj, a mãe e a mulher do foragido foram agraciadas com cargos no gabinete de Flávio. Após o Estadão revelar o caso da movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão de Queiroz, elas foram exoneradas. O bando do Escritório do Crime é um dos principais suspeitos da morte da ex-vereadora Marielle Franco, segundo o Ministério Público.