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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Ciro Nogueira, texto da PEC Emergencial é difícil de ser aprovado

Marcelo de Moraes

Uma das principais propostas enviadas pelo governo para reformar o Estado, a chamada PEC Emergencial já encontra fortes resistências no Senado, especialmente nos pontos em que trata da possibilidade de redução de jornada de trabalho dos servidores públicos com diminuição de pagamento. O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), disse, em entrevista à jornalista Alexandra Vieira, da TV Antena 10, do Piauí, que acha “muito difícil a PEC ser aprovada desta forma”.

“É uma PEC muito difícil de ser aprovada desta forma. Uma coisa sagrada para mim é a questão da estabilidade do servidor público e a sua remuneração. Lógico que temos de trabalhar muito para que as pessoas tenham um bom serviço, para que o servidor público tenha um comprometimento maior. Mas hoje temos um deficit muito grande de servidores em algumas áreas. Só ver o que está acontecendo no INSS, onde existe uma demanda muito grande e está se falando até em recrutar militares para suprir essa falta”, afirma. “Então, hoje, com uma quantidade muito grande de pessoas se aposentando, vai ter um déficit muito grande, não vejo como a gente possa estar falando em redução de jornada de trabalho, com redução de salário”, acrescenta.

Ciro contesta a visão do relator da PEC, senador Oriovisto Guimarães (PODE-PR), que defende a proposta enviada pelo governo, tendo apenas alterado a questão da redução de jornada com diminuição salarial para servidores que recebam acima de três salários mínimos.

“Eu tenho alguns embates muito fortes com o relator, o senador Oriovisto Guimarães, que tem uma visão muito da iniciativa privada, quer trazer tudo da iniciativa privada. Temos de trazer a gestão, mas algumas situações são muito específicas e vamos analisar com muito cuidado para que o servidor público não seja prejudicado de forma nenhuma. Temos de valorizá-lo para que ele preste o melhor serviço para a população”, diz.