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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para empresa dos EUA, óleo poderia até ser brasileiro

Equipe BR Político

O governo brasileiro mantém a tese de que o navio grego Bouboulina foi responsável pelo derramamento de óleo no litoral brasileiro, ainda que a empresa que o opera, a Delta Tankers, negue qualquer acusação e se coloque à disposição das autoridades locais. Para a organização americana Skytruth, empresa especializada em análises do mar via satélite, essa linha brasileira de investigação pode não ser a mais certeira, informa o Estadão. Com sede no Novo México, a Skytruth analisou todas as informações divulgadas pelas instituições brasileiras sobre o assunto.

A investigação da entidade mostra que a trilha percorrida pelo Bouboulina passou pela costa norte do Brasil, seguiu pelo oceano Atlântico até chegar ao porto na Cidade do Cabo, na África do Sul. O percurso, segundo o presidente da Skytruth, John Amos, em entrevista ao repórter André Borges, foi feito de forma estável e sem alterações de velocidade ou direção que pudessem indicar comportamento suspeito ou um grande problema mecânico. “Não há lacunas no sinal de rastreamento que possam ocultar comportamentos incomuns”, apontam os dados da organização.

Não se descarta, diz, a possibilidade de um naufrágio, de derramamento de uma embarcação ou mesmo o vazamento de um poço, por causa de falha ou perda de controle durante a perfuração. Essa última possibilidade, porém, lembra a organização, contradiz as declarações do governo de que o petróleo seria uma combinação química de petróleo venezuelano, e não brasileiro.

“É por isso que pensamos que os dados da análise química realizada em amostras de óleo retiradas das praias devem ser divulgados”, afirmou Amos. “Esses dados devem ser disponibilizados para especialistas em todo o mundo, que poderão fornecer assistência para identificar uma fonte e confirmar as declarações feitas pelas autoridades brasileiras.”

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