por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para especialistas, Mourão é um estrategista

Especialistas analisam a cruzada do vice-presidente, general Hamilton Mourão, em apaziguar o conflito com o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, como uma estratégia de quem busca a imagem de pacificador. Na quarta-feira, 24, o general declarou que “quando um não quer, dois não brigam” e que é preciso “virar a página”. Em reportagem na revista Época, Kleber Carrilho, especialista em comunicação política, e Marcelo Serpa, perito em marketing eleitoral, analisam a postura do vice-presidente como um esforço estratégico para construir a imagem de conciliador.

O motivo, para Carrilho, seria demonstrar que ele próprio tem competência para assumir a Presidência em caso de um eventual impeachment ou renúncia do presidente. Sobre o diálogo do vice com a imprensa,  Serpa avalia como positiva, assim como sua postura no conflito com o vereador. “É quase uma postura de paciência. É como se ele pensasse: ‘Tem de ter paciência. É o filho do patrão’”, diz. Para ambos os analistas, uma das principais falhas do presidente Jair Bolsonaro é não se distanciar politicamente de seus filhos.