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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Guedes, ‘abstinência de Estado’ explica recuperação lenta

Vera Magalhães

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O ministro Paulo Guedes (Economia) evitou comentar os dados do PIB do segundo trimestre. A interlocutores, o ministro diz que se trata de dados ainda parciais, e que prefere se manifestar quando houver o resultado fechado do ano. Além do mais, existe uma preocupação em sua equipe com o que começa a chegar sobre a atividade econômica em agosto, sob o impacto do derretimento da Argentina e das demais incertezas externas.

Mas Guedes costuma apresentar a seus auxiliares e interlocutores uma análise segundo a qual a demora na recuperação da recessão legada pelo PT se deve não só ao fato de que a recessão foi de fato profunda, mas de que os agentes da economia estariam sofrendo de uma espécie de “crise de abstinência” da intervenção estatal na economia, de remédios milagrosos que só agravavam os problemas e estariam sofrendo os efeitos colaterais do “desmame” desses instrumentos heterodoxos.

Ele expressa aos que trabalham com ele uma confiança de que, em médio e longo prazos, a execução de uma política ortodoxa e de acordo com as práticas adotadas nos países que mais crescem colocarão o Brasil numa rota de crescimento sustentável e mais robusto. Que o primeiro ano de mandato seria o do desmame e remontagem da economia, o segundo o do início da superação da crise, o terceiro o de um ritmo mais robusto e o último, o da eleição, aquele em que a economia estará rodando a pleno vapor. A conferir.