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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Guedes, aumento de salário mínimo geraria desemprego

Equipe BR Político

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O ministro Paulo Guedes apresentou nesta terça, 1, sua controversa tese de defesa do aumento do salário mínimo de R$ 1.045 para R$ 1.067 (aumento de 2,1%), que considera apenas a inflação, sem oferecer ganho real. O reajuste, se aprovado pelo Congresso, começará a valer em janeiro de 2021, com pagamento a partir de fevereiro.

Foto: Sergio Lima/AFP

“Hoje, se você der um aumento de salário mínimo, milhares e talvez milhões de pessoas serão demitidas. Estamos no meio de uma crise terrível de emprego. Dar aumento de salário é condenar as pessoas ao desemprego”, afirmou ele durante audiência na Comissão Mista da Covid-19 do Congresso Nacional. A explicação vem que no dia em que o IBGE anuncia que a economia brasileira registrou uma retração de 9,7% no segundo trimestre deste ano em comparação aos três meses anteriores. Trata-se da maior retração da atual série histórica do instituto, iniciada em 1996.

No campo progressista, a reação foi feroz contra a declaração do economista. Para presidente do PCdoB, Luciana Santos, “em meio a uma pandemia, num momento em que a pobreza aumentou e o acesso a políticas públicas está dificultado, a redução do mínimo é mais um ataque contra os mais vulneráveis”.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), a “afirmação canalha de quem só trabalha para os banqueiros e nada fez para evitar a queda recorde de 10% no PIB. Guedes não é um guru, é um saqueador que faz sucesso contando as mentiras que o mercado gosta”.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) promete derrubar a proposta no Congresso.

 

 

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