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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Itamaraty, proposta de Trump para Oriente Médio é ‘valiosa’

Equipe BR Político

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota de apoio à proposta do presidente Donald Trump e do premiê Binyamin Netanyahu de pacificar a relação entre Palestina e Israel. Sem consultar palestinos, o norte-americano propôs dar quase tudo o que Israel sempre reivindicou, ao reconhecer assentamentos judeus na Cisjordânia e prever a anexação do Vale do Jordão, uma grande área estratégica da Cisjordânia ocupada desde 1967 onde o Exército israelense acaba de fortalecer sua presença, e que se transformaria na fronteira leste de Israel. Em troca, prometeu apoiar a criação de um “Estado palestino com soberania limitada”.

Os palestinos, por meio do Hamas e Autoridade Palestina, rejeitaram a ideia de Trump e parte da comunidade internacional a tratam com cautela, mas para a pasta brasileira, o plano constitui “um documento realista e ao mesmo tempo ambicioso”, com “visão promissora”. “Trata-se de iniciativa valiosa que, com a boa-vontade de todos os envolvidos, permite vislumbrar a esperança de uma paz sólida para israelenses e palestinos, árabes e judeus, e para toda a região”, acrescenta o ministério em nota.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, classificou o plano americano de “absolutamente inaceitável”. A ONU reiterou seu apoio a que os dois Estados, Israel e Palestina, “convivam (…) dentro das fronteiras reconhecidas, com base nas linhas definidas em 1967”. A aliada de Trump, Arábia Saudita, pediu negociações diretas entre israelenses e palestinos, o mesmo pedido da Rússia, enquanto o Irã o considerou “a traição do século”.

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