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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Janaina, defender adiamento das eleições não afronta democracia

Marcelo de Moraes

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A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) defendeu a posição de quem avalia que as eleições municipais deveriam ser adiadas por causa do coronavírus. A deputada lembrou, por exemplo, que o prazo para filiação partidária para quem quiser concorrer se encerra no início de abril. E hoje, com a quarentena sendo cumprida, essa tarefa seria prejudicada.

A deputada Janaina Paschoal

A deputada Janaina Paschoal Foto: José Antonio Teixeira/Alesp

“Respeitando as divergências, gostaria de consignar que, no contexto atual, defender o adiamento das eleições municipais nada tem a ver com afronta à democracia. Muito ao contrário, aliás”, escreveu Janaina no seu Twitter. “Apesar de as eleições ocorrerem em outubro, o prazo para filiação (requisito essencial à candidatura) vence no início de abril. Pergunto: em meio a essa crise, quem terá condições de se filiar?”, questiona.

“Por óbvio, o ingresso de novos quadros (tão essencial à Democracia) restará prejudicado. Além dessa dificuldade de filiação e de dar espaço a novos quadros, adiar o adiamento das eleições ensejará gastos elevados, sendo certo que esses montantes poderiam ser aplicados em saúde”, acrescentou.

Janaina também fez questão de defender a posição do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que falou publicamente que as eleições municipais deveriam ser adiadas.

“Vejam, sei que o tema é polêmico. Só quis trazer essas ponderações para mostrar que o Ministro da Saúde não está, ao propor o adiamento, fazendo politicagem. Trata-se de uma abordagem racional, coerente com o estágio a que chegou a crise em outros países”, afirmou. “Esperamos que, no Brasil, a situação não se agrave como ocorreu (e ocorre) na Itália. Mas o Ministro está sendo técnico, diferentemente do que destacaram alguns jornais e formadores de opinião”, avaliou.

“Se entendem ser cedo para falar em adiamento, espero que não comecem a fazer gastos referentes às eleições, antes de debater essa possibilidade. Se o isolamento precisar ser mantido, indago, como serão feitas as campanhas? Também respeitando divergências, apoio destinar os fundos partidários e eleitorais ao combate ao coronavírus e aos danos causados por esta crise, danos esses ainda não passíveis de serem calculados”, concluiu a deputada.