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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para líder do agro, governo deve evitar tomar partido na crise EUA-Irã

Marcelo de Moraes

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O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB-RS), avalia que o governo brasileiro deve evitar “tomar partido” de alguns dos lados no conflito entre Estados Unidos e Irã, deflagrado na semana passada. Líder da influente bancada ruralista no Congresso, o deputado defende que o Brasil tenha “uma posição muito clara contra o terrorismo”. Mas avalia que se o País pode perder comercialmente se pender a favor de alguma das partes envolvidas na crise aberta depois que uma ação militar dos Estados Unidos matou o general iraniano Qassim Suleimani.

No caso específico do Irã, o país tem uma relação comercial forte com o agronegócio brasileiro. Ele é o quinto principal comprador de produtos agrícolas do Brasil, exportando cerca de U$ 2,3 bilhões por ano, especialmente soja, carne de boi e milho.

“Eu acho que devemos ter posição muito clara que somos frontalmente contrários aos atos terroristas. Ao terrorismo de qualquer natureza e de qualquer origem. Agora, em termos das relações dos Estados Unidos e Irã, o bom é não tomar partido de nenhum lado. Apenas ter a posição de maneira conceitual contra o terrorismo. Qualquer outra manifestação que tome partido pode nos causar problema no fornecimento de produtos para o Irã”, disse Alceu ao BRPolítico.

“Comercialmente, não é de bom tom. Devemos tratar isso com extrema cautela, do ponto de vista diplomático, e manter firmemente nossa posição contra o terrorismo”, acrescenta.