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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Maia, saída do MDB e DEM de bloco do Centrão é ‘natural’

Equipe BR Político

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Após o anúncio do desembarque de DEM e MDB do “blocão” de Centro liderado pelo deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), na Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, nesta terça-feira, 28, que a divisão do grupo é “natural e segue um padrão estabelecido pela prática congressual”.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia Foto: Maryanna Oliveira/Agência Câmara

Em nota, o parlamentar tentou afastar a ideia de que a reformulação dos blocos tenha relação com a eleição para a Mesa Diretora em 2021. Lira também é pré-candidato à presidência da Câmara e conta com a simpatia do presidente Jair Bolsonaro para assumir o posto.”Nada tem a ver com a eleição para a Mesa Diretora em 2021, para a qual tradicionalmente são formados novos blocos”, afirmou Maia.

O presidente da Câmara ainda buscou afastar a ideia de que a saída do DEM e do MDB, antecipada pelo Broadcast/Estadão, esteja ligada a “divergências internas entre as siglas”.

“A respeito das afirmações de que a saída do MDB e do DEM do Bloco Partidário liderado pelo Deputado Arthur Lira, teriam relação com divergências internas entre as siglas ou, ainda, com as eleições para a Mesa Diretora do próximo biênio, julgo importante esclarecer que a formação e desfazimento dos blocos no início de cada sessão legislativa é prática reiterada na Câmara dos Deputados”, disse Maia.

Segundo Maia, “naturalmente, no início de cada ano os partidos buscam se alinhar às agremiações com as quais possuem maior afinidade para alcançar uma melhor representatividade na Comissão Mista de Orçamento (CMO)”. Além disso, ele destaca que “os blocos formados com esse propósito duram, em geral, até a publicação da composição da CMO e sua instalação”.

“Como, em razão da pandemia, as Comissões ainda não se reuniram, a existência do bloco acabou se prolongando. Seu desfazimento é natural, segue um padrão estabelecido pela prática congressual e nada tem a ver com a eleição para a Mesa Diretora em 2021, para a qual tradicionalmente são formados novos blocos”, declarou o presidente da Câmara.

Quem é o blocão

O blocão conta, atualmente, com Progressistas, PL, PSD, MDB, DEM, Solidariedade, PTB, PROS e Avante e tem 221 deputados federais, o maior da Casa. Foi formalizado em 2019 para a formação da CMO e permitiu ao Centrão ter 18 assentos no colegiado mais cobiçado do Congresso.

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