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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Marinho, Carlos deveria ser analisado por Freud por ser ‘perturbado’

Equipe BR Político

Questionado sobre o papel do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) na campanha eleitoral do pai, o hoje presidente Jair Bolsonaro, o suplente do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o empresário Paulo Marinho, afirmou nesta terça, 10, que o filho 02 do “capitão” não bate bem e que, por isso, precisaria que o psicanalista Freud fosse ressuscitado para analisá-lo.

“Pelo pouquíssimo que conheço do vereador, eu acho que precisaria ressuscitar o doutor Freud lá em Viena, trazê-lo para cá, fazer um trabalho intensivo com o vereador Carlos para entender a psique dele. Eu acho que ele é uma pessoa perturbada, só isso”, disse ele em sessão da CPMI das Fake News, na Câmara. A casa do empresário, no Rio de Janeiro, serviu de comitê de Bolsonaro para gestão das redes sociais do PSL, então partido de filiação do presidente, e programas de rádio e TV.

Segundo ele, Flávio esteve na casa umas três vezes na companhia do ex-assessor de gabinete Fabrício Queiroz enquanto motorista do parlamentar. Marinho, que hoje está filiado ao PSDB, negou ter repassado fake news por WhatsApp, inclusive disse que desconhecia aquela hors concours que mentia que o então candidato Fernando Haddad (PT) distribuiria “mamadeiras de piroca” para a criançada, afirmou que Tercio Arnaud Tomaz, hoje integrante do “gabinete do ódio”, também frequentava sua residência. Ele afirmou também que a casa-comitê fora alugada pela campanha de Bolsonaro, cujo custo foi declarado à Justiça eleitoral. Nesse momento, a deputada Natália Bonavides (PT-RN), autora do requerimento para a convocação de Marinho, rebateu, dizendo que sua equipe não havia encontrado essa declaração no TSE. Ele respondeu que poderia, sim, mandar recibos dessa contratação.