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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Meirelles, flexibilização de quarentena não acelera recuperação econômica

Equipe BR Político

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O secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, é contra a tese de que o relaxamento social nesta pandemia do novo coronavírus será capaz de resgatar a atividade econômica de forma mais rápida. Sua posição é a mesma defendida pelo governador João Doria (PSDB), que nesta sexta, 8, anunciou prorrogação do isolamento até 31 de maio.

O secretário da Fazenda do Estado de SP, Henrique Meirelles

O secretário da Fazenda do Estado de SP, Henrique Meirelles Foto: Andé Dusek/Estadão

“O setor mais afetado pela crise foi o de serviços domésticos, que não foi objeto de nenhuma restrição. Isso pela preocupação das pessoas. O que afeta a economia é a pandemia, não as medidas para combatê-la”, disse. O economista, que já chefiou o extinto Ministério da Fazenda, afirmou que em países que estão mais avançados na curva, a atividade econômica começou a retornar apenas depois de passado o pico de contaminação e de a pandemia dar sinais de estar mais controlada. Meirelles deu exemplos de períodos de pandemia anteriores na história. Segundo ele, cidades ou regiões que adotaram a quarentena com maior vigor e rapidez foram as que recuperaram mais rápido a sua economia. 

Na esteira de seu raciocínio, defendeu a importância da extensão da quarentena. “Por uma questão econômica, objetiva: quanto mais rápido for controlada a evolução dos casos, mais rápido vamos recuperar os empregos, a renda e a sobrevivência das empresas. Isso é importante para não invertermos o problema. Nós estamos acostumados com crises que tiveram, ou raiz financeira, como em 2008, ou raiz fiscal, como em 2015. Aqui não tem raiz econômica, a razão é a pandemia. Então temos que controlar a razão. Isso falando de economia, sem mencionar o aspecto do direito básico à vida. Esta é a melhor estratégia para que o Estado venha a crescer o mais rápido possível”, disse.