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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para os ‘pais’ do Real, reforma não salvará economia

Equipe BR Político

Os economistas Pedro Malan, Gustavo Franco, Edmar Bacha e Arminio Fraga fizeram um prognóstico sombrio da economia brasileira à luz da reforma da Previdência em entrevista à revista Época. O mais cético de todos, Fraga, não arrisca previsão: “Uma vez aprovada uma reforma da Previdência que vai gerar um resultado que seria a metade do necessário, e o que é necessário já não era suficiente, vamos ver o que vai ser feito daqui para a frente. Está difícil arriscar alguma previsão”. Para Bacha, o presidente Jair Bolsonaro precisa mudar de atitude: “Pelo visto, acho que o governo vai precisar de uma crise para mudar de atitude. Nada indica que as coisas vão melhorar o suficiente para ultrapassarmos a batalha da Previdência, que é apenas uma batalha. Está ficando muito custoso em termos do ajuste fiscal”.

Franco vai na mesma linha de Bacha: “A reforma da Previdência não é em si suficiente para garantir o crescimento. Para passar uma peça tão complexa e grande de texto constitucional, é necessário arregimentar forçar políticas”. Malan cita Estados em grave crise fiscal antes de afirmar que a reforma tem de ser robusta. “No Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e em alguns municípios, o descontrole fiscal continua sendo a agenda fundamental de longo prazo. Precisamos aprovar a reforma da Previdência, mas ela precisa ser robusta, porque os gastos estão subindo numa velocidade absolutamente insustentável”. E compara: “Assim como o Real não era uma panaceia, a solução, um fim em si mesmo, a reforma da Previdência também não é”.

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