por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para procurador, é ‘má-fé’ criticar fundo da Lava Jato

Equipe BR Político

Após ministros do Supremo Tribunal Federal contestarem a criação de uma fundação para gerir recursos devolvidos pela Petrobrás de R$ 2,5 bilhões após acordo com a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos afirmou por rede social, na tarde de sexta, 8, que as críticas vêm de quem ou leu e não entendeu as tratativas ou de quem leu, entendeu e as combate por “má-fé”. Na sequência da mensagem, ele elenca os “fatos”. Um deles diz que “por restrições óbvias, esse valor não poderia retornar para a própria Petrobras, ou seu acionista controlador, já que isso resultaria em subversão da natureza sancionatória de multa”.

“Trata-se, portanto, de valor destinado por ente privado para fazer frente a uma obrigação contraída no exterior, não se configurando hipótese de ressarcimento dos cofres públicos, como equivocadamente divulgado”. Em seguida, outro procurador da República, Deltan Dallagnol, reproduziu o post de Santos.