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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para professor, Bolsonaro não sabe compartilhar poder

Equipe BR Político

Autor de pesquisas de referência acadêmica sobre a relação entre partidos e o Executivo, o professor aposentado da USP, Fernando Limongi, é defensor da teoria de que não há relação causal entre o presidencialismo de coalizão e a corrupção. Em entrevista à Folha, ele cita como exemplos os escândalos da Dersa e da usina de Angra 3, cujos desvios de dinheiro público não passaram por compra de partidos.

O entendimento de Limongi prefacia sua crítica à forma de governar do presidente Jair Bolsonaro, avessa à participação de partidos. “O problema do governo Bolsonaro não decorre da necessidade de formar coalizão ou dos custos envolvidos nessa operação. A dificuldade é anterior e passa pela incapacidade do presidente de entender o que significa fazer politica, de entender que para governar será preciso compartilhar o poder. Essa incompreensão se mostrou de forma nua e crua na demissão de (Gustavo) Bebianno (ex-ministro da Secretaria-Geral). O presidente não se dispõe a compartilhar o poder nem com seus apoiadores de primeira hora”, afirmou o cientista político à publicação.

 

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