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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Salim, Casa da Moeda não é estratégica e deveria ser privatizada

Marcelo de Moraes

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Ex-secretário de Desestatização, Salim Mattar insiste que a Casa da Moeda deve ser privatizada. Enquanto esteve no governo, o empresário defendeu essa posição por não considerá-la estratégica para o País, além de avaliar que tem excesso de funcionários. A posição de Salim, porém, não prevaleceu no governo Bolsonaro e ela não deverá ser vendida.

“Respeitosamente, discordo do governo em não privatizar a Casa da Moeda. Produzir notas, moedas, selinhos e passaporte não é estratégico! Estratégico num país é segurança, saúde, educação, saneamento e cuidar dos cidadãos mais necessitados na linha de pobreza”, afirmou Salim na sua conta do Twitter.

“Produção de notas não é segurança nacional e nem deve ficar sob o comando de militares. A China paga servidores desde maio em moeda digital. Se não vendermos a Casa da Moeda agora outro governo vai vender suas máquinas a quilo para ferro velho”, avaliou o empresário, que pediu demissão do governo por discordar do ritmo lento do processo de desestatização das empresas públicas.

“Esta empresa sempre serviu a interesses escusos e foi usada e abusada por interesses perversos contrários aos do cidadão pagador de impostos. Além disso possui excesso de funcionários, remuneração acima de mercado e muitos privilégios”, criticou.

E acrescentou: “Governar é alocar recursos. Ideal seria vender a CMB e com o dinheiro reduzir a monstruosa dívida pós covid-19, melhorar a qualidade do ensino, remunerar melhor os professores, construir creches nas periferias e investir na qualidade de vida do cidadão”.

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