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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Parlamentares explicam votos contra o veto presidencial

Gustavo Zucchi

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Após a votação que manteve o veto de Jair Bolsonaro que congela salários de servidores públicos, parte dos parlamentares que votaram contra o presidente teve de se explicar. Por exemplo, no PSL. Segundo contas do Estadão, 25% da bancada da sigla, partido que Bolsonaro estuda retornar, votou pela derrubada.

A sigla conta com alguns parlamentares ligados à área de segurança pública, como é o caso de Major Fabiana (PSL-RJ), que explicou sua decisão em suas redes sociais. “Hoje foi um voto difícil. Votei “Não” na derrubada do veto 17, por ser impossível desassociar da minha pessoa a instituição da Polícia Militar”, disse. “Isso, em nada muda meu apoio e defesa incontestes ao Presidente Bolsonaro, o qual deposito 100% da minha confiança.”

Outra parlamentar que compartilha agendas com Bolsonaro, mas que votou contra, foi a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS). Ela comprou a briga de forma mais insiciva. Em suas redes sociais, tem compartilhado uma fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, defendendo que profissionais de Saúde, Segurança e Educação ficassem de fora do congelamento. “Esse Sr. (Guedes) não vai escapar da reprimenda, pois irresponsabilidade tem limites, e ele não está cuidando da economia da casa dele. Estamos tratando de um país!”

Guedes comprou briga com os senadores após dizer que a derrubada do veto por parte da Casa Alta foi um “crime” contra o Brasil. O ministro deve ser convidado para explicar sua declaração, que irritou senadores de todas as matrizes, em sessão do plenário do Senado Federal.

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