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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Parte do PSL ameaça não votar reforma

Equipe BR Político

Parte da bancada de policiais do PSL na Câmara dos Deputados pode atrapalhar os planos do governo na aprovação da reforma da Previdência. Caso as demandas da classe não sejam atendidas, eles ameaçam não votar a reforma. O alerta vale tanto para a comissão especial quanto para o plenário da Casa, afirma o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP). Nem todos os 22 deputados do grupo concordam com a retaliação, mas o partido já estuda liberar a bancada para a votação em plenário se o imbróglio se mantiver até lá. Os parlamentares ligados ao setor de segurança pública querem regras mais brandas de aposentadoria para a categoria do que as previstas atualmente na proposta.

O líder da legenda na Câmara, Delegado Waldir (GO), no entanto, escancara a divisão dentro do partido e afirma que não endossa o movimento. “Somos governo e principais responsáveis pela aprovação da reforma da Previdência. Defendemos corporações, mas elas não estão acima do País”, afirmou. O deputado Alexandre Frota (PSL-RJ), que é o coordenador da bancada do partido na comissão especial, afirmou que alguns deputados da bancada da segurança já mencionaram a possibilidade de não se votar na reforma. “Isso pra gente não tem problema algum. Eles estão no direito deles. Apesar do PSL ter fechado questão, podemos reabrir a discussão e liberar a bancada na votação no plenário”, disse.
O Broadcast apurou que, caso o PSL apresente o destaque para abrandar as regras para os policiais na comissão especial, os partidos do Centrão deverão votar a favor.

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