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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Partidos se movimentam para sucessão em SP

Vera Magalhães

Cresce a movimentação para a eleição municipal em São Paulo. O prefeito Bruno Covas (PSDB), que acaba de se submeter à sétima sessão de quimioterapia no tratamento que faz de um câncer no sistema digestivo, explicitou o discurso de candidato em entrevista nesta segunda-feira ao Roda Viva. Disse que vai buscar votos dos eleitores bolsonaristas, defendeu a aliança com João Doria Jr., a despeito da rejeição demonstrada pelos paulistanos ao fato de ele ter renunciado ao cargo, disse que a prefeitura vai investir neste ano depois de recuperar suas finanças e refutou a ideia de que a doença o tire do páreo na disputa.

No lado do PT, tradicional adversário dos tucanos, segue a indefinição, mas Lula tenta organizar o partido e fazer com que ele convirja para um candidato único, entre os seis postulantes ao posto. Reportagem do Estadão mostra que a candidata ideal do ex-presidente condenado na Lava Jato seria a ex-prefeita Marta Suplicy, mas a articulação para sua volta à legenda sofre resistência interna. O nome mais forte na máquina partidária é o do ex-secretário municipal de Transportes Jilmar Tatto, mas sua candidatura não conta com o entusiasmo de Lula.

Na entrevista, Covas não descartou ter a deputada Joice Hasselmann como vice, mas afirmou que as negociações para alianças ainda estão muito incipientes. Diante de pesquisas que mostram que a avaliação de sua gestão ainda é baixa, preferiu se apegar ao fato de que os números estão melhorando –embora não tenha sabido responder se isso não se deve à solidariedade da população com o drama pessoal que enfrenta.

Ele defendeu as trocas que fez no secretariado, mesmo as que tiveram motivação político-partidária ou pessoal, dizendo que, além de ser competentes, os secretários precisam “se dar bem” com ele. Também justificou o fato de ter permanecido no PSDB mesmo depois de o partido não ter expulsado Aécio Neves, sendo que prometera sair caso isso ocorresse. “Eu não sou acusado de receber dinheiro de ninguém e estou no PSDB desde os 16 anos. Por que eu que tenho de sair? Vou ficar e continuar lutando para que ele saia”, afirmou.