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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Passado o carnaval, agenda econômica volta com força

Gustavo Zucchi

O Congresso fará valer a máxima de que, no Brasil, o ano só começa depois do carnaval. E torce para que o presidente Jair Bolsonaro entenda que agora é pra valer. Até aqui, 2020 pode ser ressumido às polêmicas do Planalto e seus aliados. Mas já nesta semana pautas importantes para o País começam a caminhar.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia e do Senado, Davi Alcolumbre, em Sessão do Congresso Nacional

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia e do Senado, Davi Alcolumbre, em Sessão do Congresso Nacional Foto: Gabriela Biló/Estadão

Nesta quarta-feira, 4, por exemplo, a comissão mista da reforma tributária será instalada. Mesmo dia em que deputados e senadores esperam votar os vetos do orçamento. Nesta semana também terá mais uma batalha: a primeira proposta do chamado “Pacote Mais Brasil”, a PEC dos Fundos, será votada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. No dia 11, será dado o pontapé inicial que pode resultar na aprovação da PEC Emergencial, proposta que permite diminuir a jornada de trabalho e salário de funcionários públicos e é considerada fundamental para a saúde financeira da União.

Nesse ínterim, também acontecerão as manifestações pró-Bolsonaro e anti-Congresso, marcadas para o dia 15 de março. Deputados e senadores já falam que seria “positivo” se o presidente da República ajudasse a “esfriar” os protestos, que têm como alvo especialmente parlamentares de centro. Torcem para que, silenciados os tamborins e pandeiros, o Planalto pare de bater o bumbo com polêmicas e imbróglios e se preocupe mais com a agenda econômica.