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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pastor Everaldo, que batizou Bolsonaro no rio Jordão, é preso

Equipe BR Político

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Aquele que batizou o presidente Jair Bolsonaro no rio Jordão, o Pastor Everaldo, presidente do PSC, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta sexta, 28, no âmbito da Operação Tris in Idem, que também levou ao afastamento por 180 dias do governador Wilson Witzel (PSC) do cargo pelo STJ por suspeitas de desvios de verba da área da saúde. Segundo o jornal Extra, a única reação do pastor da Assembleia de Deus em Madureira, chefiada pelo bispo Manoel Ferreira, foi dizer que não tinha dinheiro em casa.

Com influência política no Detran e na Cedae, seu filho, Filipe Pereira, é assessor especial de Witzel. Citado na Lava Jato por executivo da Odebrecht para favorecer o então candidato Aécio Neves (PSDB) em 2014, Pastor Everaldo era desafeto do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão, também alvo da operação de hoje, por ter demitido seus indicados do governo. O pastor foi um dos principais fiadores da campanha de Witzel ao governo do Rio de Janeiro, em 2018.

Pastor Everaldo lê a Bíblia no Dia Mundial do Livro, em abril. Foto: Divulgação/Facebook

COM A PALAVRA, O PASTOR EVERALDO

O Pastor Everaldo sempre esteve à disposição de todas as autoridades e reitera sua confiança na Justiça.

Entenda a denúncia

Witzel foi afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi denunciado, junto com a mulher e mais sete pessoas, por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo empresas ligadas à área da saúde. A denúncia aponta pagamentos feitos por empresas ligadas a Mário Peixoto, preso na Lava Jato, e pela empresa da família de Gothardo Lopes Netto, ex-prefeito de Volta Redonda (RJ), ao escritório de advocacia da primeira-dama Helena Witzel, que “foi utilizado para escamotear o pagamento de vantagens indevidas ao governador, por meio de contratos firmados com pelo menos quatro entidades da saúde ligadas a membros da organização criminosa e recebimento de R$ 554.236,50, entre agosto de 2019 e maio de 2020”.