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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pazuello diz apoiar isolamento social em Estados e municípios

Alexandra Martins

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O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou nesta segunda, 10, que apoia Estados e municípios que adotam o isolamento social como medida preventiva da covid-19 e citou o trabalho da imprensa para combater a pandemia, dois pontos que o presidente da República condena a cada oportunidade que tem, numa rápida fala durante cerimônia de inauguração de um centro de testagem de amostras para coronavírus na sede da Fiocruz, no Rio. “Medidas preventivas e afastamento social são medidas de gestão dos municípios e Estados e nós apoiamos todas elas porque quem sabe o que é necessário precisa de apoio”, disse o general da ativa.

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini

Pazuello lembrou das mais de 100 mil mortes provocadas pela doença no País. “Todos os dias, nós sofremos as perdas. Não é um número. Não é um número. Não foi 95 mil, 98 mil, não foi 100 ou 101 (mil), que vai fazer a diferença. O que faz a diferença é cada um brasileiro que se perde”, afirmou.

O presidente Jair Bolsonaro acusou no domingo a imprensa de “festejar” as 100 mil mortes num recado indireto à TV Globo, enquanto Pazuello destacou que “a mídia” faz parte do tal “esforço de guerra” contra o novo coronavírus. “Nós estamos num esforço de guerra, lutando contra uma pandemia. O orçamento liberado é um orçamento de guerra, quando a mídia chega conosco para aumentarmos a capacidade de chegar informação correta aos rincões, é esforço de guerra”.

Para ele, não existe “diferenças partidárias ou ideológicas” nessa guerra. “Não existe neste momento diferencias partidárias ou ideológicas, somos todos brasileiros combatendo dia a dia da melhor forma, nos dedicando, para que não haja mais mortes. Já perdemos mais de 100 mil com identidade, nome e família. Podem acreditar que estamos revendo nossos protocolos e alternando o que não da certo”, acrescentou. A referência são às recomendação da gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta de procurar um unidade de saúde somente em casos de sintomas fortes da covid-19. “Diagnóstico e testagem são a base do tratamento precoce. Não está correto ficar em casa doente com sintomas ate passar mal, isso não funciona, não funcionou e deu no que deu”.

 

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