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por Marcelo de Moraes

Pazuello diz que propostas de vacinas apresentadas ao Brasil são ‘pífias’

Equipe BR Político

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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, classificou como “pífias” as propostas apresentadas ao Brasil por desenvolvedoras de vacinas contra o novo coronavírus. A declaração foi feita nesta quarta-feira, 2, em audiência pública na Comissão Mista da Covid-19. O ministro precisou se ausentar da agenda no Congresso por conta de um compromisso no Palácio do Planalto.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em audiência na Comissão Mista da Covid-19. Foto: Reprodução/Youtube

“Ficou muito óbvio que são muito poucas as fabricantes que têm a quantidade e cronograma de entrega efetivo para nosso País. Quando a gente chega no fim das negociações e vai para cronograma de entrega, fabricação, os números são pífios. Números em grande quantidade, se reduz a uma, duas, três ideias”, reclamou Pazuello.

O ministro não citou especificamente nenhuma farmacêutica e disse também que há “campanha publicitária muito forte” para venda de imunizantes, mas que as propostas não têm agradado. “Na hora que vai efetivar a compra, vai escolher, não tem bem aquilo que tu quer, o preço não é bem aquele, e a qualidade não é aquela”, declarou.

Durante a audiência, Pazuello afirmou que o Brasil pode ter 300 milhões de doses em 2021. Dessas, cerca de 100 milhões seriam entregues pela AstraZeneca até o fim do primeiro semestre, além de outras 160 milhões de unidades, do mesmo modelo, que serão fabricadas pela Fiocruz. Além disso, outras 40 milhões seriam compradas pela Covax Facility, consórcio internacional liderado pela Organização Mundial da Saúde.

“O Brasil aderiu a esse consórcio desde o desenvolvimento das vacinas, já com opção de compra, recebimento de 42 milhões de doses, que poderá ser de uma das 10 fabricantes (que participam da Covax). Inclusive a própria AstraZeneca ou a Pfizer, por exemplo. Estão no consórcio”, disse o ministro.

Cronograma de vacinação

O Ministério da Saúde informou ontem que idosos com 75 anos ou mais, profissionais de saúde e indígenas serão os primeiros a ser vacinados contra a covid-19 no País. Em reunião com um comitê de especialistas, a pasta informou ainda que a perspectiva é começar a vacinação em março de 2021 e finalizar a campanha somente em dezembro.