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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pedras no caminho da reforma da Previdência (1)

Marcelo de Moraes

Foi revelador o artigo publicado na Folha pelo futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sobre a forma que o próximo governo pretende dialogar com a população a respeito da reforma previdenciária. Defensor de uma “relação franca entre governo e população”, ele diz que “a Nação será informada dos porquês de algumas mudanças, como a tributária e previdenciária, e da necessidade latente de elas serem implementadas”. É aí que a porca torce o rabo.

Onyx está correto ao dizer que é fundamental falar a verdade sobre a importância da reforma. Mas o governo atual também fez isso. Ministros, como Eliseu Padilha, foram claríssimos nesse ponto. “Nós temos de convencer o cidadão que a reforma que está sendo feita não é para tirar direito dele. Porque, se for da forma como está, o sistema estoura entre 2025 e 2030”, disse Padilha, em 2016. Nem assim a proposta avançou, mesmo sendo amenizada no seu conteúdo original. Num tema que mexe com a vida de todo mundo, o desafio será produzir uma fórmula mágica que equilibre as contas, sem destruir direitos adquiridos. /M.M.

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