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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Peritos criminais contra reforma administrativa em SP

Equipe BR Político

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O enxugamento da máquina pública proposto pela gestão do governador João Doria (PSDB-SP) inclui a extinção do Instituto de Medicina Social e de Criminologia (IMESC), que, de 2019 para cá, teve um superávit de R$ 7,7 milhões, segundo cálculo do Estadão. Contra o desmonte, o Sindicato dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo (SINPCRESP) repudiou nesta quarta, 19, por meio de nota, a reforma administrativa anunciada pelo governo, que pretende economizar R$ 8,8 bilhões em 2021 na tentativa de remediar o rombo no Orçamento de R$ 10,4 bilhões.

O governador de São Paulo, João Doria, na coletiva desta quarta

O governador de São Paulo, João Doria, na coletiva desta quarta Foto: Reprodução/Governo SP

Um dos serviços prestados pelo IMESC, como exames de paternidade e perícias psicológicas para casos de Justiça de família, por exemplo, passariam aos cuidados da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

“Hoje as unidades da Polícia Científica não dão conta nem das demandas criminais porque sofrem com falta de efetivo e de investimentos em tecnologia e equipamentos. Imagine acrescentar mais funções, será o caos”, afirma o presidente do Sindicato, Eduardo Becker.

Segundo ele, o cidadão será duplamente penalizado com a extinção do IMESC. “Tanto os que dependem dos exames na área cível, quanto os que dependem de perícias criminais que são feitas pela Polícia Técnico-Científica. A demora para a emissão de laudos será ainda maior e a Justiça ficará ainda mais lenta”, diz.

Ainda de acordo com Becker, a SSP não tem todos os profissionais necessários para atuar em todas as demandas cíveis que o IMESC atende.

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