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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pesquisa sobre drogas é divulgada, após acordo com a Justiça

Equipe BR Político

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conseguiu, por meio de um acordo com o Ministério da Justiça, autorização para divulgação do III Levantamento Nacional sobre o Uso de Drogas pela População Brasileira. Segundo o Globo, a pesquisa é um dos mais amplos estudos sobre o uso de substâncias ilícitas no Brasil, mas estava engavetada desde 2018, sob a justificativa de que os pesquisadores não seguiram as normas do edital que financiou o estudo, que custou R$ 7 milhões. Graças ao acordo, mediado pela Advocacia-Geral da União (AGU), a pesquisa está disponível online “visando promover a transparência e acesso aos dados científicos da pesquisa”, diz, em nota, a AGU.

O levantamento ouviu 16 mil brasileiros e revelou que, no total das capitais brasileiras, a prevalência de usuários de maconha, na faixa etária dos 12 aos 65 anos, é de 3,1% da população. Já a prevalência de usuários de outras substâncias ilícitas nas capitais é de 1,9%, enquanto a prevalência de usuários de crack é de 1,1% da população. “Em números absolutos, estimou-se que nas capitais brasileiras havia, em 2015, mais de 1 milhão e 90 mil usuários regulares de maconha, cerca de 670 mil usuários regulares de substâncias ilícitas (exceto maconha) e aproximadamente 380 mil usuários regulares de crack e/ou similares”, diz o estudo.