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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pezão fala de fuzis apontados para sua cabeça ao ser preso

Equipe BR Político

O ex-governador Luiz Fernando Pezão rebateu as acusações do seu antecessor, Sérgio Cabral, feitas nesta segunda, 3, ao juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro. Pezão disse que Cabral mudou versões em seus interrogatórios – citou, por exemplo, valores diferentes mencionados em depoimentos distintos. Para ele, há uma conspiração por parte de Cabral, Sérgio de Castro Oliveira (Serjão) e outros dois delatores a fim de o prejudicar. “Acho que é uma delação combinada entre os quatro para ganhar benefício, e eu sou o único que restou aqui. Não sei qual é a mágoa, a tristeza, a frustração que eles têm”, disse, registra o Estadão.

Pezão acusou os policiais de violência na abordagem no dia em que foi preso, no último mês de seu mandato, em 2018. “Eu fui tirado de dentro do Palácio Laranjeiras de uma maneira muito violenta. Não esperava, faltando 33 dias para acabar o governo, sofrer o que eu sofri, depois de ter vivenciado a maior crise do Estado, de ter sido o único Estado a fazer sua recuperação fiscal no País, sair daquela maneira: precisar entrar seis pessoas de fuzis, quatro mulheres com armas apontadas para mim e minha esposa. Achei uma violência muito grande”, afirmou.

Questionado sobre os fuzis, respondeu: “Achei uma violência muito grande. ‘Cadê as jóias?’, ‘Cadê o cofre?’, puxando os vestidos da minha mulher, terno. Sinceramente, acho que não precisava. Fuzis apontados para tudo que é lado, para minha cabeça também. Eu estou (estava) deitado. É muito violento, acho que não precisa tirar um governador de Estado assim dessa maneira.”

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