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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PF identifica ‘Bouboulina’ como responsável por vazamento

Equipe BR Político

A partir da Operação Mácula, que foi deflagrada pela PF, nesta sexta-feira, 1, além do país de origem, a Grécia, também já se sabe o nome do navio que, segundo a PF, seria o responsável pelo vazamento de óleo que atinge o litoral do Nordeste: Bouboulina. O nome faz referência a Laskarina Bouboulina, guerreira que lutou na guerra pela independência grega.

De acordo com a representação operação, a Procuradoria do Rio Grande do Norte afirma que há “cristalina existência de fortes indícios” de que o navio petroleiro NM Bouboulina, da empresa grega Delta Tankers, teria sido o navio envolvido com o vazamento de petróleo que gerou “uma poluição marinha sem precedentes na história do Brasil”.

A representação do MPF do Rio Grande do Norte é assinada pelos procuradores Victor Manoel Mariz e Cibele Benevides Guedes da Fonseca, que indicam ainda que há fortes indícios de que a Delta Tankers, o comandante do navio mercante e a tripulação deixaram de comunicar às autoridades acerca do derramamento de “petróleo cru” no oceano Atlântico.

Nesta manhã, a Polícia Federal realizou buscas em dois endereços do Rio de Janeiro – da Lachmann Agência Marítima e da empresa Witt O Brien’s. As companhias teriam relação com o navio petroleiro de bandeira grega.

“Como se vê, a autoridade policial diligenciou junto à Marinha do Brasil e obteve as informações de que ‘não há indicação de outro navio, além do NM BOUBOULINA, que poderia ter vazado ou despejado óleo, proveniente da Venezuela, que desse origem à mancha de 29/07/2019 (11:55 UTC) indicada no ‘shape file’”, diz a representação.