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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PF suspeita que navio grego seja o responsável pelo vazamento de óleo

Cassia Miranda

Em busca dos responsáveis pelo vazamento de óleo que atinge mais de 250 praias do litoral do Nordeste, a Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira, 1, a Operação Mácula. A força-tarefa iniciou as investigações em meados de setembro e identificou um navio de bandeira grega com petróleo venezuelano como responsável pelo vazamento.

Foto: Adema/Agência Sergipe de Notícias

São cumpridos dois mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, expedidos pela 14ª Vara Federal Criminal de Natal (RN), em sedes de representantes e contatos da empresa grega no Brasil.

A embarcação teria atracado na Venezuela em 15 de julho, por ali, “permaneceu por três dias, e seguiu rumo a Singapura, pelo oceano Atlântico, vindo a aportar apenas na África do Sul. O derramamento investigado teria ocorrido nesse deslocamento”, informa a nota da PF.

“O navio grego está vinculado, inicialmente, à empresa de mesma nacionalidade, porém ainda não há dados sobre a propriedade do petróleo transportado pelo navio identificado, o que impõe a continuidade das investigações”, segundo nota da PF. No Twitter, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou que a a PF está “no caminho do completo esclarecimento deste terrível crime ambiental”.

A palavra Mácula significa sujeira e impureza, por isso o nome da operação. Mais de mil toneladas de material poluente foram retiradas das praias brasileiras.