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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PGE pede que provas de inquérito das fake news sejam usadas pelo TSE

Equipe BR Político

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A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) enviou ao Tribunal Superior Eleitoral um parecer favorável a um pedido do PT, para que as provas do inquérito do Supremo sobre fake news sejam utilizadas no processo de cassação da chapa de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. Entretanto, o que a PGE não quer ver no TSE são as provas colhidas pela CPMI das Fake News, que está sendo conduzida pelo Congresso Nacional.

A justificativa é que a investigação que está nas mãos dos parlamentares estaria ainda em um “estágio inicial”. Portanto, poderia “comprometer a celeridade” do processo da Justiça Eleitoral. Já o caso conduzido por Alexandre de Moraes teria informações relevantes. Como, por exemplo, provas de que o grupo “Brasil 200 Empresarial” teria colaborado para divulgação de notícias falsas.

“Não há como olvidar que os elementos de informação decorrentes das diligências determinadas na decisão proferida pelo Ministro Alexandre de Moraes, acima destacada, podem ‘desvelar fatos que se relacionem com a questão discutida’ nestes autos”, afirmou no parecer o vice-procurador-geral Eleitoral, Renato Brill de Góes.

Como mostrou o Estadão, ministros da corte eleitoral acreditam que o compartilhamento de informações pode “dar fôlego” para o processo que corre no TSE. No Planalto, segundo o jornal, o sinal de alerta estaria ligado quanto essa possibilidade. Apesar deste medo, seria um fato inédito a cassação. Nunca a Justiça Eleitoral condenou a perda de mandato um presidente da República e seu vice.