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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PGR abre apuração preliminar de fala de Eduardo sobre inquérito das fake news

Equipe BR Político

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, informou o ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello nesta quarta-feira, 1, que foi aberta apuração preliminar sobre declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em que o filho do presidente Jair Bolsonaro fala sobre a necessidade de “medidas enérgicas” em relação ao inquérito das fake news. Entre as falas do deputado que serão investigadas está a dita por Eduardo em 27 de maio após operação da Polícia Federal no inquérito das fake news atingir aliados do Planalto: “quando chegar ao ponto em que o presidente não tiver mais saída e for necessário uma medida enérgica, ele é que será taxado como ditador”.

O deputado Eduardo Bolsonaro

O deputado Eduardo Bolsonaro Foto: Gabriela Biló/Estadão

Na ocasião, o deputado falou ainda em “momento de ruptura” e disse que não é uma questão de “se”, mas “quando” isto vai ocorrer. O parecer de Aras responde a um pedido de investigação contra Eduardo feito por Celso de Mello dois dias depois das falas do deputado. No documento, o procurador afirma que, “caso surjam indícios mais robustos de possível prática de ilícitos pelo representado, será requerida a instauração de inquérito criminal no STF, para adoção das medidas cabíveis”.

Depois do pedido do decano da Corte, o filho do presidente afirmou em vídeo que não existe nenhuma “ameaça”, “intenção” ou “desejo” de sua parte por uma situação de instabilidade política no País. A declaração lhe rendeu também uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra, protocolado pela oposição, que classificou a fala do deputado um atentado ao Estado Democrático de Direito.