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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PGR: ‘Lava Jato não é órgão autônomo’

Equipe BR Político

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Após a saída de três procuradores da Lava Jato por discordâncias com a gestão de Augusto Aras na Procuradoria-Geral da República, o órgão emitiu uma nota minimizando as perdas e destacando que a operação “não é um órgão autônomo”.

“A Lava Jato, com êxitos obtidos e reconhecidos pela sociedade, não é um órgão autônomo e distinto do Ministério Público Federal (MPF), mas sim uma frente de investigação que deve obedecer a todos os princípios e normas internos da instituição”, diz a nota. “Fora disso, a atuação passa para a ilegalidade, porque clandestina, torna-se perigoso instrumento de aparelhamento, com riscos ao dever de impessoalidade, e, assim, alheia aos controles e fiscalizações inerentes ao Estado de Direito e à República, com seus sistemas de freios e contrapesos.”

A PGR diz que a decisão dos procuradores “não trará qualquer prejuízo” para a operação. O orgão diz que essa saída já era prevista, devido a “redução natural” dos trabalhões da operação. “Com a redução natural dos trabalhos no grupo da Lava Jato, decorrente de fatores como a restrição do foro por prerrogativa de função determinada pelo STF, a demanda existente continuará a ser atendida por assessores e membros auxiliares remanescentes, sem qualquer prejuízo para as investigações.”

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