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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PGR pede investigação de invasões a hospitais de campanha

Equipe BR Político

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu na noite de domingo, 14, investigação sobre a invasão a hospitais de campanha e agressões a profissionais de saúde nas últimas semanas. A solicitação deve ser oficializada na manhã de hoje e é consequência do pedido do presidente Jair Bolsonaro, em transmissão ao vivo na última quinta, para que seus apoiadores “arranjassem uma maneira de entrar” em hospitais de campanha, destinados aos pacientes da covid-19, e filmassem leitos de UTI para comprovar se as estruturas estão realmente ocupadas.

Ação sob tutela do ministro Ricardo Lewandowski questiona ordem desencontradas de recolhimento

Ação sob tutela do ministro Ricardo Lewandowski questiona ordem desencontradas de recolhimento Foto: Andrew Testa/The New York Times

O procedimento dependerá do Ministério Público em cada Estado. Aras vai acionar procuradores em São Paulo e no Distrito Federal e poderá fazer o mesmo com outras unidades da federação nos próximos dias. No documento, o procurador cita a possibilidade de os responsáveis pela invasão serem processados criminalmente. Ontem, o ministro do STF Gilmar Mendes afirmou que “invadir” ou “estimular a invasão” de hospitais é crime. O acesso a esses espaços é restrito aos pacientes e profissionais de saúde.

Na última sexta, a Secretaria de Saúde do Espírito Santo afirmou que um grupo “de deputados estaduais e outras pessoas estranhas ao ambiente hospitalar” invadiu as instalações do Hospital Dório Silva, no município de Serra (ES).

Em São Paulo, um grupo de cinco deputados estaduais de São Paulo invadiu, no último dia 5, o Hospital de Campanha do Anhembi, na zona norte da cidade, sob o argumento de fazer uma vistoria no local, que recebe pacientes de baixa e média complexidade infectados pelo coronavírus.

 

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