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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Aras se manifesta sobre atos do domingo

Equipe BR Político

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Depois das 23h do domingo, 19, o procurador-geral da República, Augusto Aras, soltou uma nota em que pede atenção a polarizações “que enfraquecem nossa democracia participativa”. Sem citar a participação do presidente Jair Bolsonaro nas manifestações do domingo que pediam intervenção militar e fechamento do Congresso, o PGR, que vem sendo cobrado para tomar ação quanto ao comportamento de Bolsonaro na contramão das recomendações de autoridades da saúde, afirmou que é preciso “estar atentos para que uma calamidade pública não evolua para modelo de estado de defesa ou de sítio”, em nota sobre os eventos do domingo.

O procurador-geral da República, Augusto Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras Foto: Dida Sampaio/Estadão

A publicação da PGR resgatou o discurso que Aras fez na sexta, 17, em defesa do Estado Democrático de Direito. “Precisamos estar atentos para que uma calamidade pública não evolua para modelo de estado de defesa ou de sítio, porque a história revela que nesses momentos podem surgir oportunistas em busca de locupletamento a partir da miséria e da perda da paz que podem resultar em graves comoções sociais. Daí por que o Ministério Público brasileiro há de estar atento em defesa da nossa democracia para que se preservem as instituições do Estado brasileiro, pela força normativa da Constituição.”

A manifestação veio depois da declaração de diversos políticos e ministros do STF em repúdio à participação de Bolsonaro nos atos. Nas redes sociais, o senador Randolfe Rodriges (Rede-AP) classificou o comportamento do presidente como crime de responsabilidade e fez menção a Aras. “Agora cabe ao PGR Augusto Aras abrir processo contra o Presidente da República por mais esse atentado ao povo brasileiro”, escreveu.