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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Piñera vira réu por crimes contra a humanidade no Chile

Equipe BR Político

O juiz chileno Patricio Álvarez acatou uma ação movida por ONGs de direitos humanos contra o presidente do Chile, Sebastián Piñera, por sua responsabilidade em supostos crimes contra a humanidade cometidos durante o estado de emergência no País. A ação foi remetida ao Ministério Público para que seja iniciada uma investigação.

O Chile enfrenta uma onda de protestos há quase três semanas, quando a população foi às ruas para protestar contra o aumento no preço do metrô em Santiago. O aumento foi revogado, mas os protestos continuaram, pedindo uma nova constituição para o país.

O estado de emergência foi decretado no dia 18 de outubro e terminou no dia 27 do mesmo mês. Durante o período, o exército foi responsável por controlar a segurança de Santiago e de outras cidades em meio às manifestações que já deixaram 20 mortos, sendo cinco deles por ação dos agentes de segurança do Estado.

A ação acatada  afirma que os militares, durante o estado de sítio, cometeram pelo menos nove delitos, incluindo homicídios, torturas, restrições ilegítimas e abuso sexual. As organizações alegam que Piñera, que decretou o estado de emergência, tem responsabilidade nos supostos crimes “como autor, como chefe de Estado e de todos os que resultem responsáveis como autores, encobridores e/ou cúmplices de crime contra a humanidade”, informa o Estadão.

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