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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Polêmica do quadro une PSL

Gustavo Zucchi

O polêmico ataque do deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) à charge que estava em exposição na Câmara dos Deputados uniu, ao menos momentaneamente, as alas bolsonarista e bivarista do PSL. Trocando farpas e sopapos no último mês após a cisão que culminou na saída de Jair Bolsonaro da sigla, os dois lados do partido saíram em defesa de Tadeu, que deve permanecer na legenda mesmo após a fundação da Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro sonha em criar.

O outro pivô da polêmica, Daniel Silveira (PSL-RJ), foi o responsável por vazar um áudio do então líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), atacando Bolsonaro. Silveira foi um dos primeiros a sair em defesa de Tadeu e disse que “há mais negros no crime” no Brasil e que o desenho atacaria de forma injusta os policiais militares.

Outros bolsonaristas ferrenhos também não ficaram calados. Filipe Barros (PR), disse que seria um “absurdo” a manutenção da charge e que a Câmara não poderia “comprar a narrativa” de que a PM é assassina de negros. Carlos Jordy (RJ) disse que “quem é racista é a esquerda”. A trégua, entretanto, deve durar pouco, já que os processos de suspensão dos parlamentares bolsonaristas do partido segue firme e forte.

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