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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Polícia Civil indicia brigadistas de Alter do Chão

Equipe BR Político

Os quatro integrantes da ONG Brigada de Incêndio de Alter do Chão foram indiciados pela Polícia Civil do Pará nesta sexta-feira, 20, por suspeita de terem sido responsáveis pelas queimadas que atingiram a Área de Proteção Ambiental de Alter do Chão. Além deles, uma quinta pessoa ligada à brigada também foi indiciada. As acusações são de dano a unidades de conservação e áreas de proteção ambiental, concurso de pessoas e associação criminosa (1 a 3 anos de prisão).

Os brigadistas haviam sido presos em 26 de novembro, mas, por determinação da Justiça, foram soltos dois dias depois. Como você leu no BRP, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), trocou o comando do inquérito responsável pela prisão preventiva dos quatro voluntários. Quem assumiu foi o diretor da Delegacia Especializada em Meio Ambiente, delegado Waldir Freire Cardoso.

Parece que nem o ato do governador nem as afirmações de Nélio Aguiar (DEM), prefeito de Santarém (município onde fica Alter do Chão), de que haveria “policial por trás” das queimadas mudaram o rumo das investigações. O delegado Cardoso afirma que foram apontadas várias linhas investigativas, mas, segundo ele, a investigação tomou rumo em direção à atividade dos líderes da Brigada de Alter do Chão”. O documento, assinado pelo delegado, diz que há indícios que “demonstram a participação ativa dos referidos brigadistas nos eventos”, já que haveria “o interesse destes em disseminar registros fotográficos em âmbito nacional e internacional com a finalidade de promoção da tragédia e em benefício de auferirem vantagens financeiras através de vultosas doações em dinheiro, por parte de pessoas de boa fé de todo o globo”, como informa o G1.

A defesa dos voluntários classificou o indiciamento como uma conclusão “precipitada”, e reafirmou que seus clientes são inocentes.

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