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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Polícia Civil não tem dúvida de que voluntário da vacina cometeu suicídio

Equipe BR Político

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Enquanto os testes com a Coronavac seguem paralisados, a  Polícia Civil de São Paulo não tem dúvidas de que a causa da morte do voluntário da Coronavac foi suicídio. O episódio, tratado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como “evento adverso”, é o argumento alegado para a interrupção da testagem de fase 3. O governo do Estado diz ser “impossível” que haja relação da morte com o imunizante.

Reportagem do Estadão teve acesso ao Boletim de Ocorrência registrado em rezão da morte e mostra que desde o dia 29 de outubro, às 16 horas, a polícia registrou a causa da morte como suicídio. A informação consta no Boletim de Ocorrência 2.460/2020 feito pelo 93.º Distrito Policial (Jaguaré).

Segundo a reportagem apurou, a vítima se tornou voluntária da Coronavac no início de outubro. Ainda não há informação de se ele, de fato, recebeu uma dose do imunizante ou placebo.

Pouco depois de entrar para a pesquisa, no entanto, o farmacêutico teria parado de dar notícias e sumiu do radar do Hospital das Clínicas, que é responsável por coordenar o grupo de voluntários. Segundo fontes que participam do estudo, mesmo se ele tivesse recebido uma dose, o intervalo entre a aplicação e a morte da vítima descartaria a hipótese de relação entre os fatos.

A suspensão ordenada pela Anvisa é vista com desconfiança. Maior argumento para isso foi a comemoração do presidente Jair Bolsonaro após a paralisação dos testes ao afirmar que “ganhou” do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com quem trava uma guerra em torno da vacina.