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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Polícia do Rio mostrou que está em outro patamar’, comemora Witzel

Equipe BR Político

Enquanto o governador da Bahia, Rui Costa (PT), mantém silêncio sobre a operação dos seus 70 policiais do Bope que resultou na morte do ex-caveira do batalhão do Rio Adriano da Nóbrega no domingo, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), comemora. “(A Polícia Civil) chegou ao local do crime para prender, mas infelizmente o bandido que ali estava não quis se entregar, trocou tiros com a polícia e infelizmente faleceu. A Policia do Rio de Janeiro mostrou que está em outro patamar”, disse ele nesta segunda, 10, durante inauguração de duas bases do programa Segurança Presente na Baixada Fluminense. A operação foi comandada pela Polícia Militar da Bahia, acionada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Segundo o advogado do miliciano, Paulo Emílio Catta Preta, seu cliente temeu pela sua vida dias antes da ação fatal. “Ele me disse assim: ‘doutor, ninguém está aqui para me prender. Eles querem me matar. Se me prenderem, vão matar na prisão. Tenho certeza que vão me matar por queima de arquivo’. Palavras dele”, afirmou ao Globo. Ele acrescenta que a viúva lhe reportou que Adriano não estava armado no momento dos disparos. Adriano era acusado de integrar uma milícia na região do Rio das Pedras, o Escritório do Crime, que praticava grilagem de terra, agiotagem, extorsão e pagamento de propina.

Integrantes da mesma milícia são investigados pelo Minirstério Público do Rio de Janeiro pela morte da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Expulso da PM-RJ, Adriano foi homenageado pelo então deputado Flávio Bolsonaro em 2003 com a Medalha Tiradentes da Alerj. O parlamentar empregava a mãe e a mulher do miliciano morto em seu gabinete. Talvez, por isso, o governador do Rio de Janeiro reitere sempre quando pode que na sua gestão “não há lugar para miliciano”.

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